sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sexta-feira

Postado por Lissa às 17:18
Como é importante ter amigos, não?


No meu caso, graças à eles eu consegui melhorar um pouco da minha vida... Hoje eu agradeço ao David por ter entrado na minha vida, e consequentemente na vida do Pedro ( mas foi o Pedro que entrou nas nossas, já que veio depois, então não foi o David que entrou na dele, mas você entendeu..)


Lembra daquele curso de gestante que eu falei que é muiiito legal, então, hoje eles fizeram uma festa para as mães. E eu convidei o David pra ir comigo, não pra fingir que ele era o pai, longe disso, mas pra gente curtir o Pedro.


Desse texto aqui, dá pra falar de muitas coisas sobre ser mãe. E agora que me caiu a ficha, de que eu vou ser mãe para sempre( se Deus quiser!) , por exemplo: por enquanto eu não vou dormir 6 horas seguidas
( até o Pedro melhorar dessas cólicas), eu não vou conseguir sair sem pensar se ele tá com fome ou não
( isso enquanto ele depender do meu peito), vou sempre escutar o chorinho dele mesmo que esteja beem longe
( é de verdade, eu escuto!) . Daí, você tem ideia do que é isso?


À partir de agora eu tô fudida, não terei tranquilidade nunca mais! Vai ser só preocupação,tudo que minha mãe passou comigo, eu vou passar com ele. Eu não vou mais ficar calma enquanto ele não estiver bem ( ou dormindo, já que é a única forma de fazê-lo ficar quieto), sem dores,sem fome, sem choro.


Isso vai ser pra sempre do sempre do mundo todo forever!


Eu acho que vou ficar loouca, juro! Tô ficando! Eu fico meio que na dúvida, quando será que isso vai acabar? Tipo, quando ele vai ficar bem ( mas "bem" significa ficar tranquilo no mamilo, numa boa, sem piripaque, sem esses problemas), ele pode até ficar, mas eu não estarei nunca mais, porque eu tenho que me preocupar com tuuuudo pra ele. Se a gente sai, devo levar uma bolsa com pelo menos 5 fraldas, uma roupinha de frio, luvas, outra de calor, o Luftal, a Funchicória ( ou seja lá que porra é essa ) o remédio de nariz que eu esqueci o nome, o Hipoglós, lenços umidecidos, duas mantas, fraldas de pano, certidão de nascimento, cartão de vacina, mamadeira com leite, bico... Isso se eu for ali, bem perto de casa.


Eu conclui, que ser mãe por enquanto tá sendo só preocupação, se eu pudesse o levaria pra todos os lugares que eu fosse ( desde que ele não chorasse), mas daí tenho que me preocupar com o frio que tá fazendo, não pode ir vento no ouvidinho dele, não pode sentir frio, se estiver fazendo calor, não pode usar muitas roupas, tem que tomar cuidado com o sol ( porque ele é extremamente branco e fica vermelho fácil, hoje minha mãe quase me matou porque ele chegou um pimentão em casa). Entende? Sem contar que se eu saio com o carrinho, tenho que ter cuidado com os buracos das calçadas, os degraus e os motoqueiros idiotas (que quase nos matou hoje). Se saimos com ele no braço, passam 10 minutos e eu já tenho que parar porque estou cansada.


Isso vai acabar algum dia?

Por favor meu Deus, não acabe. Tudo se resolve quando ele sorri meio de ladinho, com aquela gengiva banguela, eu sei que ainda não é pra mim, me disseram que ele está sonhando com os anjinhos... vai saber... Mas sou eu quem sente aquele puuuta amor que dá vontade de chorar e morrer por ele, nãao, viver por ele, sofrer,cair, machucar, desde que ele nunca seja atingido, nem ferido, nem machucado, nem nada do sei lá mais o quê. Porque agora eu tenho coragem, até de brigar com um brutamontes, um gigantão, um traficante, um assassino, um vai saber o que mais, por ele.

Por favor Deus, que isso nunca acabe.

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José María Pemán
 

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