Passa tão rápido, um mês atrás ele estava dentro de mim, eu sofria com as dores e depois via a carinha dele.
Hoje ele chora o dia todo, chora de fome, chora de cólica, chora por causa da vacina, chora de fome de novo. Às vezes dá vontade de gritar com ele, mandá-lo calar a boca, ou bater nele até ele ficar quieto ( mas eu nunca faria isso, Deus me livre). Mas daí vem uma luz, sabe lá de onde, e eu fico com tanta dó dele, porque ele é tão pequenininho e tudo é mais novo pra ele do que pra mim. Então eu volto a amá-lo e tento fazer com que a dor suma o mais rápido possível.
Se isso for amor, então eu o amo muito. E me orgulho disso. Eu sinto que não preciso de mais ninguém pra ser feliz, que conseguiria viver sem os meus amigos ou até sem um namorado. Mas ficar sem olhar para os olhinhos do Pedro, ah não dá. Ficar sem o o sorriso meio de lado dele, mesmo que pra ver esse sorriso demore muiiito, não dá. Ou até o bocão que ele abre chorando, e eu (não por maldade) fico achando a coisinha mais bonitinha que existe. Não sei, mas sem o Pedro eu não consigo viver.
Eu quero ver ele correndo peladinho por aí. Vê-lo brincando, falando, jogando bola, pegando na bundinha das meninas.
Quero que ir em reuniões da escolinha, deixá-lo comer terra, matando insetos, soltando bombinha no rabo dos gatos, ensiná-lo a cantar músicas de todo mundo, fazê-lo dançar créu/rebolation e ainda achar graça nisso. Eu quero ser mãe, uma mãe amigona, que apesar de tudo quer que o filho se divirta, como eu me diverti na minha infância. E eu espero muito conseguir tudo isso.
Daqui um mês eu vejo como eu estou me saindo.

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