Sempre tive a impressão que as coisas pra mim sempre foram mais difíceis e complicadas...
O parto, então, considero o pior dia da minha vida..Passei umas 5 horas em trabalho de parto e nada desse menino vir ao mundo. Sofri a dor do parto normal e do cesárea. Sendo que fiquei sozinha na sala de cirurgia, com um bando de homem em volta e eu peladinha. Enfim, é um sofrimento, é horrível, é a pior coisa que existe!!!!!!
Quando o Pedro saiu de dentro de mim, eu ainda não tinha tido nenhuma reação. O médico o trouxe até mim, falou algumas coisas tipo "Aah mãezinha, é homem mesmo..." " Toma cuidado que a Vilma Martins tá no hospital" e o Pedro chorava escandaloso que só... E eu nada de sentir nada. Não posso ser radical assim, vai, eu fiquei meio sem saber o que fazer quando ele estava do meu lado. Eu não sabia se ria, se chorava, se mandava o médico tomar no c*, eu só queria que ele tirasse o Pedro de perto de mim, queria sair daquela sala e ir chorar nos braços da minha mãe e que ela dissesse que tudo tinha sido um pesadelo. Só.
Mas nada, eu fiquei uma hora ainda naquela sala, quando voltei pro quarto vomitei tudo que não tinha comido, e finalmente dormi. De repente , sou acordada por uma enfermeira, que já foi pegando no meu peito e apertando (filha-da-mãe, aquilo dói pra porra!), ela colocou o Pedro do lado e o menino fooi com tanta força mamar, que eu só tive tempo de gritar..
Ele nasceu horroroooooooooso, com uma cabeça tão pontuda, todo deformado e estranho. E isso não me ajudava a amá-lo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
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"Um filho é uma pergunta que se faz ao destino"
José María Pemán

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