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quinta-feira, 3 de junho de 2010

coisas que o Pedro faz e me emocionam

Postado por Lissa às 16:30 0 comentários
Nunca pensei que sentiria isso,e eu nem acreditava que a felicidade está nas coisas simples da vida ( mas principalmente nas mais caras) . Mas o Pedro faz umas coisas que, de verdade, me fazem chorar e rir ao mesmo tempo.

Quando ele chora muito, e eu não sei o que fazer, busco um chá, mas não resolve, pego a chupeta e menos ainda, tento com o leite, e ele continua chorando. Daí eu o tiro do berço e ele faz um som do tipo : "aauuiin, aauiin" . E faz um biquinho com a boca , termina o barulho e pronto, passou.

Ou quando ele solta pum.. Jeeeeesuus, quando ele toma nan, como o pum sai fediiido, nem eu que sou a mãe aguento, é são puns em série : "tu tu tu tu tu" ( não sei representar barulho de pum). E ele nem pra pedir desculpas. Muito pelo contrário, ele olha com a cara mais lerda do mundo e continua soltando.... ( filho do Alexandre mesmo )

Aah tem outra carinha . Eu não sou uma vaca leiteira, o máximo que eu já tirei foi uma mamadeira - 250 ml- daí quando ele mama, e não sai leite, ele me olha com uma cara de bravo e começa a mexer o bracinho. Mas o que ele não sabe é que o braço dele não faz muiiita coisa, haha, ele não tem controle e o braço vai pra qualquer rumo. E ele fica tremendo e bufando, fazendo mais barulhos tipo "huumpf, huumpf".


Ou também quando eu passo a chupeta na boca dele, ele acha graça e rii. Geeente, ele ri, tô chorando aqui só de lembrar.... É a melhor sensação que uma mãe pode sentir. Como se fosse o primeiro amor, ele dá um meio sorriso e eu sinto borboletas no estômago, ele abre a boca como se achasse tanta graça daquela brincadeira e eu fico sem ar, ele faz um barulho estranho tipo " caaf caaf... " que eu interpreto como "HAHAHA" e é aí que eu não sei pra onde olhar, se para os olhos brilhantes ou para a boca sem dentes, e eu só sei que eu choro. Então passa dois segundos e acaba...

De verdade, eu me siinto muiiiiito boba. E não é porque ele é meu filho ( é também, mas toda mãe-coruja diz isso, entrei na onda) , mas ele é muito liindo!! E também eu posso ser boba e coruja o que for, eu descobri que mãe pode tudo. Pode ser brega mesmo. E eu sou.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Um mês de Pedro.

Postado por Lissa às 15:17 0 comentários
Ontem o Pedro fez 1 mês, daí eu fiquei pensando em como foi ser mãe em um mês...

Passa tão rápido, um mês atrás ele estava dentro de mim, eu sofria com as dores e depois via a carinha dele.

Hoje ele chora o dia todo, chora de fome, chora de cólica, chora por causa da vacina, chora de fome de novo. Às vezes dá vontade de gritar com ele, mandá-lo calar a boca, ou bater nele até ele ficar quieto ( mas eu nunca faria isso, Deus me livre). Mas daí vem uma luz, sabe lá de onde, e eu fico com tanta dó dele, porque ele é tão pequenininho e tudo é mais novo pra ele do que pra mim. Então eu volto a amá-lo e tento fazer com que a dor suma o mais rápido possível.

Se isso for amor, então eu o amo muito. E me orgulho disso. Eu sinto que não preciso de mais ninguém pra ser feliz, que conseguiria viver sem os meus amigos ou até sem um namorado. Mas ficar sem olhar para os olhinhos do Pedro, ah não dá. Ficar sem o o sorriso meio de lado dele, mesmo que pra ver esse sorriso demore muiiito, não dá. Ou até o bocão que ele abre chorando, e eu (não por maldade) fico achando a coisinha mais bonitinha que existe. Não sei, mas sem o Pedro eu não consigo viver.

Eu quero ver ele correndo peladinho por aí. Vê-lo brincando, falando, jogando bola, pegando na bundinha das meninas.

Quero que ir em reuniões da escolinha, deixá-lo comer terra, matando insetos, soltando bombinha no rabo dos gatos, ensiná-lo a cantar músicas de todo mundo, fazê-lo dançar créu/rebolation e ainda achar graça nisso. Eu quero ser mãe, uma mãe amigona, que apesar de tudo quer que o filho se divirta, como eu me diverti na minha infância. E eu espero muito conseguir tudo isso.


Daqui um mês eu vejo como eu estou me saindo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O parto

Postado por Lissa às 09:58 0 comentários
Sempre tive a impressão que as coisas pra mim sempre foram mais difíceis e complicadas...


O parto, então, considero o pior dia da minha vida..Passei umas 5 horas em trabalho de parto e nada desse menino vir ao mundo. Sofri a dor do parto normal e do cesárea. Sendo que fiquei sozinha na sala de cirurgia, com um bando de homem em volta e eu peladinha. Enfim, é um sofrimento, é horrível, é a pior coisa que existe!!!!!!


Quando o Pedro saiu de dentro de mim, eu ainda não tinha tido nenhuma reação. O médico o trouxe até mim, falou algumas coisas tipo "Aah mãezinha, é homem mesmo..." " Toma cuidado que a Vilma Martins tá no hospital" e o Pedro chorava escandaloso que só... E eu nada de sentir nada. Não posso ser radical assim, vai, eu fiquei meio sem saber o que fazer quando ele estava do meu lado. Eu não sabia se ria, se chorava, se mandava o médico tomar no c*, eu só queria que ele tirasse o Pedro de perto de mim, queria sair daquela sala e ir chorar nos braços da minha mãe e que ela dissesse que tudo tinha sido um pesadelo. Só.


Mas nada, eu fiquei uma hora ainda naquela sala, quando voltei pro quarto vomitei tudo que não tinha comido, e finalmente dormi. De repente , sou acordada por uma enfermeira, que já foi pegando no meu peito e apertando (filha-da-mãe, aquilo dói pra porra!), ela colocou o Pedro do lado e o menino fooi com tanta força mamar, que eu só tive tempo de gritar..


Ele nasceu horroroooooooooso, com uma cabeça tão pontuda, todo deformado e estranho. E isso não me ajudava a amá-lo.

"Um filho é uma pergunta que se faz ao destino"

José María Pemán
 

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